Discalculia

A Discalculia é uma perturbação da aprendizagem específica com défice na matemática, associada a dificuldades ao nível do cálculo e do raciocínio lógico-matemático. A discalculia é uma dificuldade de aprendizagem específica, que afeta os processos relacionados com as habilidades matemáticas. Uma vez que a aprendizagem escolar está fortemente baseada no raciocínio lógico-matemático, a discalculia revela-se como um forte obstáculo para o sucesso escolar. Estas dificuldades não são consequência de um défice cognitivo, de défices visuais ou auditivos, nem de um resultado de baixa estimulação escolar. Existem diferentes tipos de discalculia pelo que se torna fundamental analisar o perfil neuropsicológico e cognitivo, no sentido de se identificarem as principais dificuldades na noção de número, na realização de operações e na resolução de problemas.

Público-alvo

As intervenções em discalculia dirigem-se a todas as crianças, adolescentes ou adultos a quem seja identificado um quadro de sintomatologia compatível com o diagnóstico de uma dificuldade de aprendizagem específica do cálculo. Podemos encontrar sinais de alerta de dificuldades de compreensão e aprendizagem da noção de número, do cálculo e das operações matemáticas, no raciocínio lógico- matemático.

Podem ainda estar associadas dificuldades atencionais.

SINAIS DE ALERTA

Mesmo havendo diferentes tipologias, na generalidade conseguimos identificar alguns sinais que parecem ser mais frequentes, comprometendo as seguintes áreas:

– memória a curto prazo;

– tarefas não-verbais;

– tarefas de orientação espácio-temporal;

– formação e identificação de números;

– cálculo mental;

– manuseamento do dinheiro;

– utilização de símbolos;

avaliação

COMO DECORRE:

No caso do pedido de avaliação ser dirigida para uma criança, a primeira entrevista é realizada com os pais, no sentido de recolher informação sobre o historial da criança nas suas diferentes vertentes do desenvolvimento e analisando os diferentes indicadores do desenvolvimento da criança. A partir da segunda sessão, o técnico dá início à aplicação das baterias de testes que poderão auxiliar na caracterização das dificuldades da criança. Estas primeiras consultas estão englobadas na fase de avaliação, que abrange três ou quatro sessões, cujo objetivo é realizar o diagnóstico e identificar os fatores associados à manifestação das dificuldades nos diferentes contextos. Ainda durante este processo de avaliação, o professor titular ou o diretor de turma são contactados pelo técnico do SEI, com o objetivo de recolher informação acerca do contexto escolar. A última etapa desta avaliação prende-se com a entrega de um relatório aos pais acompanhado de uma caracterização detalhada das áreas avaliadas e das necessidades terapêuticas traçadas numa proposta de intervenção. Idealmente, a avaliação de uma Perturbação de Aprendizagem Especifica – Discalculia deve ser feita um pouco antes de terminar o segundo ano de escolaridade. Mais tarde, o diagnóstico e a intervenção também são concretizáveis, no entanto com um prognóstico mais reservado.

No caso do pedido de avaliação/intervenção ser proveniente do adulto, a primeira entrevista é realizada ao próprio.

INTERVENÇÃO

O programa de intervenção, construído com base na observação diagnóstica prévia, tem como objetivo a reeducação das áreas subdesenvolvidas que revelam necessidade de desenvolvimento ou otimização. Associadas ao programa de reeducação da discalculia podem constar ainda, outras estratégias de intervenção facilitadoras do processo da aprendizagem do individuo.  Sempre que possível, a metodologia aplicada nas sessões de intervenção deve ser utilizada nos outros contextos onde a criança se insere, nomeadamente em casa e na escola. Ao longo do processo de intervenção, vão sendo realizadas reavaliações periódicas, no sentido de recolher informação acerca do ritmo de desenvolvimento, das áreas ainda subdesenvolvidas e da continuidade da intervenção. As sessões têm duração de 50 minutos e a periodicidade das mesmas dependerá das necessidades de cada criança.

LOCAL DA INTERVENÇÃO

As sessões de intervenção decorrem nas instalações do SEI ou poderão ocorrer em regime de domicílios, em casa ou na escola, desde que o programa terapêutico seja possível de aplicar nesses contextos.

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