Perturbação do Espectro do Autismo

A Perturbação do Espectro do Autismo enquadra-se nas designadas Perturbações do Neurodesenvolvimento. Nesta perspetiva, são caracterizadas pela precocidade da sua emergência que se situa no inicio do período de desenvolvimento, fase que antecede muitas vezes o ingresso na escolaridade ao nível do primeiro ciclo do ensino básico, caracterizando-se, de uma maneira geral, por défices desenvolvimentais que comprometem e induzem a dificuldades em várias esferas, pessoal, social, académica e ocupacional. A amplitude dos referidos défices é variável ilustrando-se desde limitações muito concretas na aprendizagem por exemplo, até défices globais ao nível da inteligência ou ao nível das competências sociais.

No que se refere concretamente à Perturbação do Espectro do Autismo, esta caracteriza-se por dificuldades específicas ao nível da comunicação e interação social, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, nomeadamente:

• Dificuldades ao nível da interação social (aproximação social anormal/irregular, fracasso na conversação normal, partilha reduzida de interesses, emoções e afectos, fracasso a iniciar ou responder a interações sociais);
• Dificuldades na comunicação não verbal utilizada na interação social (dificuldades no contato ocular, postura corporal, gestos, expressões faciais);
• Dificuldades em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento, em ajustar o comportamento a diferentes contextos sociais, dificuldades no jogo imaginativo, em fazer amigos, falta de interesse nas pessoas.
• Revelam comportamentos, interesses e/ou atividades fixos, estereotipados e repetitivos como o discurso, os movimentos motores e/ou o uso de objetos;
• Revelam uma adesão excessiva a rotinas, comportamentos verbais e não verbais ritualizados, resistência à mudança e pensamento rígido;
• Revelam uma híper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais atípicos (aparente insensibilidade à dor/frio/calor, resposta exacerbada a sons ou texturas, cheiro ou toque excessivo em objetos).

PARA QUEM?

Os acompanhamentos nesta área dirigem-se a todas as crianças, adolescentes ou adultos a quem seja identificado um conjunto de critérios diagnósticos compatíveis com a referida sintomatologia.
Deste modo, antes de se dar inicio a um programa focado nas perturbações do espectro do autismo, terão que ser realizadas sessões de avaliação que consigam identificar o perfil de aprendizagem do individuo.

COMO DECORRE?

AVALIAÇÃO:
A avaliação/diagnóstico desta perturbação é feita em equipa multidisciplinar: pais, professores, psicólogo e neuropediatra. A primeira entrevista é realizada com os pais, no sentido de recolher informação sobre o historial da criança nas suas diferentes vertentes do desenvolvimento, fazendo-se assim a descrição do problema nos vários contextos. A partir da segunda sessão, depois de analisada a informação recolhida junto dos pais, definem-se quais as áreas que deverão ser alvo de avaliação para que se consiga chegar a um diagnóstico. Esta avaliação poderá decorrer em três ou quatro sessões, com o objetivo de avaliar as dificuldades observadas e também de identificar os fatores que as influenciam, assim como detetar recursos para a sua resolução. A última etapa avaliativa prende-se com a entrega de um relatório aos pais, acompanhado de uma caracterização detalhada das áreas avaliadas e das necessidades terapêuticas traçadas numa proposta de intervenção.

INTERVENÇÃO:
A intervenção dependerá do perfil encontrado durante o processo de avaliação e adaptar-se-á às necessidades da criança, passando por programas cognitivo -comportamentais, aplicação de estratégias específicas no âmbito da consulta para desenvolver as áreas consideradas mais fracas e, também, o acompanhamento nos diferentes contextos em que a criança se insere, nomeadamente casa e escola. A intervenção engloba ainda a aquisição de técnicas e métodos de estudo, entre outras competências essenciais ao quotidiano geral e ao quotidiano escolar em particular. Ao longo do processo de intervenção, são realizadas reavaliações, no sentido de recolher informação acerca do ritmo de desenvolvimento, das áreas que ainda precisam de ser alvo de intervenção ou da necessidade de continuar com a intervenção. As sessões têm a duração de 50 minutos e a periodicidade das mesmas dependerá das necessidades de cada criança.

ONDE?

As sessões de intervenção decorrem nas instalações do SEI ou poderão ocorrer em regime de domicílio, em casa ou na escola, desde que o programa terapêutico seja passível de replicar nesses contextos.

No Centro Sei temos uma equipa especializada na avaliação e intervenção na área das Perturbações do Espectro do Autismo. Para marcar uma consulta, preencha o formulário abaixo. Entraremos em contacto consigo e encaminhá-lo-emos para um técnico adequado.

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