Comportamento de Desafio e Oposição

A  Perturbação do Comportamento de Desafio e Oposição, também conhecida como Perturbação Desafiante de Oposição, pertence ao grupo das Perturbações Disruptivas, do Controlo dos Impulsos e do Comportamento. Neste sentido, de uma maneira geral, caracteriza-se por dificuldades ao nível do autocontrolo emocional e comportamental. Outras características mais concretas como um padrão frequente e persistente de humor zangado ou irritável, comportamento conflituoso/desafiante ou comportamento vingativo são específicos da referida perturbação. Estes sintomas podem estar cingidos a um ou mais contextos sendo tendencialmente mais evidentes na interação da criança com os adultos ou com os seus pares. Esta tipologia de perturbação tende a emergir durante a idade pré-escolar e raramente depois da adolescência, no entanto, as manifestações da perturbação ao longo do processo desenvolvimental parecem ser consistentes aumentando o risco de problemas de ajustamento incluindo comportamentos antissociais, problemas de controlo dos impulsos, ansiedade, depressão e abuso de substâncias na idade adulta.

ALGUNS DOS SINAIS DE ALERTA MAIS SIGNIFICATIVOS DA PERTURBAÇÃO DESAFIANTE DE OPOSIÇÃO SÃO:

– Humor zangado / irritável caracterizado pela perda frequente do controlo, pela frequente susceptibilidade ou facilidade em ficar incomodado com os outros e pela presença frequente de sentimentos como a raiva e o ressentimento;
– Comportamento conflituoso / desafiante caracterizado pelas frequentes discussões com adultos ou figuras de autoridade; por comportamentos desafiantes ou recusa em cumprir regras e solicitações efetuadas por figuras de autoridade; pelo facto de aborrecer intencional e frequentemente outras pessoas ou por atribuir frequentemente a culpa aos outros pelo seu mau comportamento e pelos seus erros;
– Comportamentos vingativos

Para quem?

Os acompanhamentos nesta área destinam-se a todas as crianças, adolescentes ou adultos a quem tenha sido identificado um conjunto de critérios diagnósticos compatíveis com a referida sintomatologia.

Como decorre?

AVALIAÇÃO:

No caso do pedido de avaliação ser dirigido para uma criança, a primeira entrevista é realizada com os pais, no sentido de recolher informação sobre o historial da criança nas suas diferentes vertentes do desenvolvimento, fazendo- se igualmente nesse momento, a descrição do problema nas suas diferentes variáveis.
A partir da segunda sessão, o técnico dá inicio à aplicação das baterias de testes que poderão auxiliar na caracterização das dificuldades da criança.
Estas primeiras consultas estão englobadas na fase de avaliação, que abrange três ou quatro sessões, cujo objetivo é realizar o diagnóstico e identificar os fatores associados à manifestação das dificuldades emocionais e comportamentais nos diferentes contextos.
Ainda durante este processo de avaliação, o professor titular ou o diretor de turma são contactados pelo técnico do SEI com o objetivo de recolher informação acerca do contexto escolar.
A última etapa desta avaliação prende-se com a entrega de um relatório aos pais acompanhado de uma caracterização detalhada das áreas avaliadas e das necessidades terapêuticas traçadas numa proposta de intervenção.
No caso do pedido de avaliação/intervenção ser proveniente de um adulto, a primeira entrevista é realizada ao próprio.

INTERVENÇÃO:
O programa de intervenção, construído com base na observação diagnóstica prévia, apresenta objetivos diversificados de acordo com as especificidades de cada caso, no entanto, de uma maneira geral, centram-se nos seguintes objetivos: aliviar os sintomas associados à perturbação; promover a reestruturação cognitiva; permitir ao sujeito avaliar as evidências favoráveis e contraditórias aos pensamentos distorcidos; promover a modificação de crenças irracionais ou disfuncionais por outras mais adaptativas; promover mudanças adaptativas de acordo com o estilo de vida do sujeito; facilitar novas aprendizagens; permitir a transferência de aprendizagens para novas situações; reduzir a ansiedade; promover a realização estratégias diversificadas de resolução de problemas; dotar os sujeitos de estratégias que lhes permitam modificar, observar, e controlar pensamentos irracionais e negativos; Reduzir a ativação fisiológica através de técnicas de relaxamento. Dotar os sujeitos de estratégias de coping para lidar com as variadas situações problema e reduzir o impacto negativo dos comportamentos desadaptativos. Promover a auto-estima e o auto-conceito do individuo. Estimular as cognições emocionais positivas, a perceção de competências. Simultaneamente, e com vista a intervir de uma forma global de modo a promover a remissão dos sintomas, há a necessidade de criar ou dinamizar redes de suporte social capazes de efetivarem a noção de perceção de apoio social por parte do individuo (criança, jovem ou adulto). Deste modo, é possível melhorar a qualidade de vida e o rendimento dos indivíduos promovendo simultaneamente o seu bem-estar psicológico.

As sessões têm duração de 50 minutos e a periodicidade das mesmas dependerá das necessidades de cada criança.

Onde?

As sessões de intervenção decorrem nas instalações do SEI.

No Centro Sei temos uma equipa especializada na avaliação e intervenção na área da Perturbação Desafiante de Oposição. Para marcar uma consulta, preencha o formulário abaixo. Entraremos em contacto consigo e encaminhá-lo-emos para um técnico adequado.

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