Atenção – Défice de Atenção

O Défice Atenção – DA – é um distúrbio neurobiológico associado a limitações ao nível da atenção contínua, da concentração e da persistência na concretização de tarefas. O Défice de Atenção (DA) é uma perturbação neurocomportamental que aparece geralmente na primeira infância e que se caracteriza por dificuldades de atenção, ou seja, em manter a atenção/concentração num estímulo por algum tempo. Esta perturbação pode-se apresentar com variantes e os seus sintomas são valorizados quando causam impacto ou um prejuízo na aprendizagem escolar e no desenvolvimento sócio-afetivo.

ALGUNS DOS SINAIS DE ALERTA MAIS SIGNIFICATIVOS DO DÉFICE DE ATENÇÃO SÃO:

– Falha em prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em tarefas escolares, no trabalho ou outras atividades;

– Dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;

– Parece que não escuta quando se lhe dirige a palavra;

– Não segue instruções e não termina as tarefas escolares;

– Dificuldade em organizar tarefas e atividades;

– Evita, não gosta ou revela relutância em envolver-se em tarefas que exijam um esforço mental continuado;

– Perde objetos necessários para tarefas ou atividades;

– Distrai-se facilmente com estímulos alheios à tarefa que está a realizar;

– Esquece frequentemente atividades que tem que realizar diariamente.

Para além destes sintomas, são várias as referências bibliográficas que descrevem a correlação existente entre o Défice de Atenção e as dificuldades de aprendizagem especificas. Neste sentido é de indicar que uma percentagem significativa da população que apresenta Défice de Atenção (DA) apresenta igualmente associado um quadro de dificuldades na leitura, na escrita e/ou no cálculo.

PÚBLICO-ALVO

Os acompanhamentos nesta área, ou um treino focado na otimização da manutenção da atenção, dirigem-se a todas as crianças, adolescentes ou adultos a quem seja identificado um conjunto de critérios diagnósticos compatíveis com a referida sintomatologia.
Estas dificuldades manifestam-se na aquisição das aprendizagens escolares e no desenvolvimento sócio-afetivo.

Deste modo, antes de se dar inicio a um programa focado nona otimização da manutenção da atenção, terão que ser realizadas sessões de avaliação que consigam identificar o perfil de aprendizagem do individuo.

AVALIAÇÃO

COMO DECORRE:
No caso do pedido de avaliação ser dirigido para uma criança, a primeira entrevista é realizada com os pais, no sentido de recolher informação sobre o historial da criança nas suas diferentes vertentes do desenvolvimento, fazendo- se igualmente nesse momento, a descrição do problema nas suas diferentes variáveis.
A partir da segunda sessão, o técnico dá inicio à aplicação das baterias de testes que poderão auxiliar na caracterização das dificuldades da criança.
Estas primeiras consultas estão englobadas na fase de avaliação, que abrange três ou quatro sessões, cujo objetivo é realizar o diagnóstico e identificar os fatores associados à manifestação das dificuldades nos diferentes contextos.

Ainda durante este processo de avaliação, o professor titular ou o diretor de turma são contactados pelo técnico do SEI com o objetivo de recolher informação acerca do contexto escolar.

A última etapa desta avaliação prende-se com a entrega de um relatório aos pais acompanhado de uma caracterização detalhada das áreas avaliadas e das necessidades terapêuticas traçadas numa proposta de intervenção.

No caso do pedido de avaliação/intervenção ser proveniente de adulto, a primeira entrevista é realizada ao próprio.

INTERVENÇÃO

O programa de intervenção, construído com base na observação diagnóstica prévia, tem como objetivo a reeducação das áreas subdesenvolvidas que revelam necessidade de desenvolvimento ou otimização. Associadas ao programa de reeducação da dislexia podem constar ainda, outras estratégias de intervenção facilitadoras do processo da aprendizagem do individuo. Sempre que possível, a metodologia aplicada nas sessões de intervenção deve ser utilizada nos outros contextos onde a criança se insere, nomeadamente em casa e na escola.

Ao longo do processo de intervenção, vão sendo realizadas reavaliações periódicas, no sentido de recolher informação acerca do ritmo de desenvolvimento, das áreas ainda subdesenvolvidas e da continuidade da intervenção.
As sessões têm duração de 50 minutos e a periodicidade das mesmas dependerá das necessidades de cada criança.

LOCAL DA INTERVENÇÃO

As sessões de intervenção decorrem nas instalações do SEI ou poderão ocorrer em regime de domicílios, em casa ou na escola, desde que o programa terapêutico seja possível de aplicar nesses contextos.

No Centro Sei temos uma equipa especializada na avaliação e intervenção na área da PHDA. Para marcar uma consulta, preencha o formulário abaixo. Entraremos em contacto consigo e encaminhá-lo-emos para um técnico adequado.

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